Há 39 anos, a Apoio constrói uma reputação sólida no setor de saúde. Presente em hospitais, clínicas e laboratórios em 19 estados do Brasil, a empresa se consolidou como referência em facilities e hotelaria hospitalar, unindo gestão inovadora, qualidade técnica e uma dedicação genuína ao cuidado.
O compromisso com a eficiência operacional e a conformidade com os mais rigorosos padrões de segurança também posicionaram a empresa como parceira estratégica das maiores instituições de saúde do país.
A constante incorporação de tecnologias e a adoção de processos inovadores, ao longo de quase 4 décadas, elevaram o desempenho das equipes e ampliaram a capacidade de resposta em ambientes de alta complexidade.
Em celebração a essa história de sucesso, o Presidente da Apoio, Rodolpho Ricci, compartilha em uma entrevista especial a sua visão sobre os desafios do setor, o papel da tecnologia e os caminhos que fortalecem a principal missão da empresa: cuidar de pessoas e de negócios.
Leia a nossa entrevista exclusiva com Rodolpho Ricci:
A Apoio atende instituições de saúde e grandes clientes. Quais são os maiores desafios de manter excelência e compliance nesse setor tão regulado?
“Tudo começa com a regulação. Nós trabalhamos com saúde, é um setor altamente regulado, e acaba que nós, de alguma forma, trabalhamos à sombra daquilo que manda a legislação — mas temos que nos antecipar a isso. Por mais que a gente tente trazer tecnologias e formas de trabalho que, mundialmente, são consagradas, o Brasil tem sua particularidade. E isso só é possível ser revisto em consonância com o nosso cliente.
Então, o nosso trabalho anda muito junto com a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar). Nós atuamos como um agente de provocação de melhoria, em termos de processo e de facilitação do dia a dia da equipe, mas tudo acaba passando por esse órgão regulador do cliente, que é a CCIH, e pelos órgãos de qualidade.”
A Apoio já atua em diversos estados no Brasil. Há planos para internacionalização ou entrada em novos segmentos?
“A gente já conversou com parceiros de fora do país que tinham a intenção de nos conduzir por esse caminho, pegar toda a nossa expertise, isto é, de alguma forma, compartilhar com eles a forma como fazemos aqui, para que eles pudessem absorver isso lá fora. Eram empresas dos Emirados Árabes, da Itália, de Portugal, da Espanha… Mas entendemos que ainda tem muito espaço no Brasil para nos consolidarmos, antes de pensar em um voo mais alto como esse.”
Em um mercado tão competitivo, o que faz a Apoio se destacar entre os concorrentes?
“Dedicação ao cliente. Nós não temos nenhum tipo de pudor, quando erramos, em pedir desculpas. E a gente trabalha incessantemente para corrigir os nossos erros, aprender com eles e proporcionar ao nosso cliente algum tipo de mudança na percepção do que é o nosso trabalho, e de como conseguimos entregar aquilo que é o objetivo final: a satisfação do paciente.”
A Apoio atua há mais de 30 anos em higienização hospitalar e gestão de facilities, com forte foco em tecnologia (como o app Easy 365). Como você equilibra tradição e inovação na liderança da empresa?
“A tecnologia nada mais é do que um facilitador, uma forma de mudar o processo de execução das tarefas do dia a dia. Então, o nosso trabalho, pela essência e natureza dele, sempre passa pelas pessoas. Elas são responsáveis por perceber qual é a demanda, escutar o cliente, transformar isso em ação e, aí sim, a tecnologia vem para apoiar e automatizar.
Se você parar para pensar como eram executadas as tarefas de limpeza há 30 anos, tínhamos ali um funcionário dedicado simplesmente a atender as demandas do enfermeiro. Ou seja, a nossa liderança tinha que regular a relação trabalhista, porque quem determinava a rotina do auxiliar de limpeza ou de hotelaria acabava sendo a enfermagem do setor.
Com o tempo, a Apoio foi mudando essas coisas. Colocou-se a tecnologia de processos nisso tudo, e passamos a entender a oportunidade que tínhamos de maximizar a produção e diminuir o tempo de execução das tarefas. Logo em seguida, percebemos que havia a necessidade de medir isso de uma maneira mais eficiente, e começamos a colocar softwares nos processos.
Em algum momento, tentamos a mecanização, mas percebemos que ela ajudava marginalmente na melhoria da execução das atividades, mas não necessariamente era o fator determinante para fazer aquilo bem feito. Ergonomicamente, é melhor agregar sistemas e equipamentos, mas isso não exclui, necessariamente, a necessidade de mão de obra.”
Como você enxerga o papel da Apoio no cenário nacional quando o assunto é terceirização com qualidade e responsabilidade?
“A gente sempre foi vanguarda quando se fala em qualidade. Esses dias para trás, estávamos fazendo um exercício de reflexão sobre a nossa história, e tudo isso começou quando implantamos um determinado cliente, que era o sistema AS, no Rio de Janeiro, mais especificamente no campo de hotelaria.
E nós repetiamos muito o fit entre o que é a hotelaria tradicional, a escola de hotelaria e de acolhimento — que o sistema AS é reconhecido pelos seus hotéis e estruturas ao redor do Brasil — e como isso fazia muito sentido de alguma forma nos hospitais.
Então, eu digo que, desde sempre, nós fizemos hotelaria hospitalar, e pretendemos continuar fazendo por muitos anos ainda. Obviamente, inovar nisso a cada dia fica mais difícil, por causa dos recursos que estão mais escassos, das liberdades que nós tínhamos no passado, e hoje não é mais assim. Até pra você implementar uma limpeza mecanizada, com robô autônomo e tudo mais, isso passa por uma série de verificações legais, embora sejam pertinentes.”
Quais são seus planos para a expansão e o crescimento sustentável da Apoio Ecolimp nos próximos 5 anos? Há mercados, serviços ou tecnologias prioritárias?
“Todo o nosso plano estratégico foi desenhado para continuar trabalhando na área hospitalar. Hoje, no Brasil, temos mais de 14 mil instituições privadas de saúde, e, destas, quase 5% é concentrada em grandes grupos. Creio que precisamos focar mais naquilo que fazemos, dando mais opções de serviços para os nossos clientes e fortalecendo as nossas tecnologias de recursos humanos. De alguma forma, também implementar a inteligência artificial para melhorar a avaliação desses profissionais que estão conosco. Acho que está aí a grande sacada quando se fala de inteligência artificial em nosso segmento. Mas eu acho que a gente tem muito a crescer no setor de saúde com outros serviços.
Obviamente que a nossa expansão depende muito de cada regional, de como o desempenho de cada uma delas está economicamente. Por isso, tomamos a decisão estratégica, há cerca de 3 anos, de expandir para os estados do Nordeste. E nosso trabalho vem sendo reconhecido nessas praças, onde tem bons clientes, que não são vinculados a grandes players, nos contratando.
O nosso trabalho é pensar em como iremos fazer, no futuro, as atividades que já executamos hoje. Pensando em qualidade, que sempre foi o nosso viés, nosso foco é entender como conseguimos melhorar as condições de trabalho para a nossa equipe. Então, quando se fala de mecanização, em colocar um robô autônomo, por exemplo, para fazer limpeza de piso, obviamente não é o robô que vai trazer aquele capricho, aquele acabamento fino que buscamos o tempo inteiro com o nosso time. Mas esse robô vai dar condições físicas para que o profissional consiga fazer isso de forma mais leve e ergonomicamente mais correta.
Boa parte daquilo que a gente vem trabalhando para o futuro é, de alguma forma, aliviar a carga do trabalho braçal, para que o nosso time tenha mais liberdade de olhar o detalhe — e menos o volume do que tem que ser feito.”
Você está voltando a ser presidente da Apoio, certo?
“Hoje, estou acumulando a função de presidente, sócio-diretor e executivo I da companhia. Boa parte desse movimento tem a ver com colocar um pouco mais a bola no chão: focar naquilo que a gente precisa fazer, e menos naquilo que poderíamos fazer.
É um momento de crise no país, principalmente em relação à empregabilidade. Qualquer um que abre o jornal hoje vê a dificuldade que as empresas têm com relação ao fechamento de vagas, com pessoas qualificadas e comprometidas em fazer acontecer.
Então, acho que meu retorno tem um pouco a ver com isso: fazer com que as pessoas foquem naquilo que elas realmente precisam focar, e menos em projetos que talvez não sejam tão simples de implementar ou de colher resultados.”
Para além da rotina de gestão, o que te motiva pessoalmente? Alguma paixão ou hábito que traz inspiração e equilíbrio ao seu dia a dia?
“Eu aprendi, nesses últimos cinco anos, a perceber os sinais que a natureza nos dá. Isso muito por causa de uma outra ocupação que eu desenvolvi, após o falecimento do meu pai, que foi cuidar de fazenda. Então, respondendo de forma rápida, meu hobby é trabalhar junto à atividade rural.
Tenho me apaixonado cada dia mais por isso. Tem me ajudado muito a perceber as nuances do dia a dia que a gente, às vezes, não enxerga. A natureza é perfeita, Deus é perfeito: a chuva vem na hora certa, a planta cresce no momento certo, a fertilização dos animais ocorre no momento correto…
Então, digamos que meu hobby tem sido estar mais em contato com a natureza, percebendo o ciclo da vida e entendendo que tudo tem seu momento certo. E, de alguma forma, eu empresto esse ensinamento aqui para o nosso dia a dia.”