A manutenção multitécnica na saúde se refere a uma atuação integrada que abrange tanto a infraestrutura física quanto os equipamentos essenciais à assistência ao paciente. Enquanto a manutenção predial visa preservar as estruturas de um edifício, a engenharia clínica busca garantir o bom funcionamento dos aparelhos médicos, de modo que o atendimento ocorra de forma segura, eficiente e em conformidade com normas legais.
A ausência de um plano estratégico de manutenção multitécnica em hospitais tem implicações que transcendem o campo operacional. Ela representa uma ameaça sistêmica à continuidade assistencial, à segurança do paciente, ao desempenho clínico e à sustentabilidade financeira da instituição.
Um gerador de energia que falha durante uma cirurgia, uma central de ar-condicionado comprometida em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou um esfigmomanômetro descalibrado, por exemplo, são riscos iminentes. Mas, com ações preventivas e suporte técnico, é possível reduzir falhas, evitar o aumento de custos, promover ambientes seguros e garantir atendimentos de excelência.
Por isso, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 50 da ANVISA e as normas da ABNT exigem que instituições de saúde mantenham registros atualizados de inspeção, calibração e manutenção, tanto preventiva quanto corretiva. A ausência desses controles pode levar à reprovação em auditorias, à perda de certificações e até a situações mais sérias, como a interdição de áreas críticas.
Nesse contexto, a manutenção multitécnica deixa de ser apenas uma exigência regulatória e se consolida também como um pilar estratégico para instituições que almejam ou buscam manter acreditações, como a ONA, a JCI e a Qmentum.
Investir em uma gestão técnica integrada, com registros rastreáveis, planos de manutenção validados e atuação contínua sobre os riscos estruturais, é fundamental para atender aos critérios das acreditadoras e construir uma cultura organizacional voltada à qualidade e à segurança do paciente.
Exigências das acreditações relacionadas à infraestrutura
As principais acreditações hospitalares avaliam de forma criteriosa a infraestrutura das instituições, compreendendo-a como parte indispensável para a segurança do paciente e a qualidade assistencial.
As acreditadoras demandam que os hospitais adotem programas de manutenção da infraestrutura física e dos equipamentos, conforme evidenciado no Manual de Acreditação Hospitalar do Ministério da Saúde.
Isto é, de modo geral, atendem aos requisitos as unidades que possuem:
- Infraestrutura física apropriada e sistemas de suporte necessários à assistência;
- Planos de manutenção preditiva, preventiva e corretiva formalizados e atualizados, tanto para os ambientes quanto para os equipamentos;
- Registros documentados de inspeções, testes e intervenções técnicas;
- Sistemas de contingência para falhas estruturais e tecnológicas, como na energia elétrica, na climatização e no abastecimento de água;
- Condições adequadas de acessibilidade, segurança e conforto, conforme normas técnicas e regulatórias vigentes;
- Integração entre manutenção, segurança do paciente e gestão de risco.
Para todas as exigências, o controle documental, a rastreabilidade e o alinhamento com fabricantes ou normas técnicas são fatores que frequentemente influenciam o resultado das auditorias para acreditação.
O papel indireto da manutenção na acreditação
Além de assegurar o funcionamento adequado de estruturas e equipamentos, a manutenção multitécnica se destaca na sustentação de outros requisitos fundamentais para a qualidade assistencial e a segurança do paciente. Entre as contribuições indiretas, mas altamente relevantes, podemos citar:
- Prevenção de quedas: a integridade de pisos, rampas, corrimãos e iluminação é responsabilidade da manutenção predial;
- Condições ideais para higienização das mãos: relacionadas à disponibilidade e funcionalidade de pias, dispensadores de álcool gel e sabão líquido, assim como do sistema hidráulico;
- Controle de infecções relacionadas à assistência (IRAS): ambientes com falhas de vedação, infiltrações, umidade ou ar-condicionado sem manutenção podem favorecer a proliferação de patógenos, como fungos e bactérias;
- Armazenamento e controle de temperatura: equipamentos como câmaras frias, geladeiras e climatizadores precisam de manutenção constante para preservar medicamentos, hemoderivados e alimentos, de modo a evitar perdas e garantir a conformidade com normas sanitárias;
- Suporte ao gerenciamento de resíduos e limpeza hospitalar: o correto funcionamento de coletores, lavadoras de piso, autoclaves e instalações sanitárias contribui para práticas seguras de descarte e desinfecção.
Esses exemplos ilustram como a manutenção multitécnica exerce um papel estratégico, ainda que muitas vezes discreto, na sustentação de padrões assistenciais exigidos por acreditadoras nacionais e internacionais.
Ao assegurar as condições técnicas que viabilizam a execução segura, contínua e padronizada dos processos clínicos e operacionais, a manutenção se posiciona como um vetor da qualidade e da segurança assistencial.
Como a acreditação ajuda a reduzir falhas na infraestrutura
A relação é mútua: se por um lado a manutenção multitécnica é essencial para atender aos requisitos das acreditadoras, por outro, a própria acreditação atua como um indutor de melhorias na gestão técnica e na redução de falhas estruturais.
Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o Brasil contabilizou 295.355 falhas na assistência à saúde, segundo dados da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Em meio às más notícias, uma exceção positiva chama a atenção: em uma pesquisa também realizada pela ONA, com mais de 100 instituições de saúde, percebeu-se uma redução de 45% nos erros relacionados à manutenção preventiva, após a implementação de medidas de segurança.
A busca por acreditações requer que hospitais adotem práticas mais robustas de controle, rastreabilidade e padronização. Isso leva inevitavelmente à profissionalização das rotinas de manutenção, com impacto positivo na confiabilidade operacional da instituição. As auditorias externas, as revisões periódicas e o acompanhamento de indicadores impõem um ritmo constante de aperfeiçoamento, que resulta em menos improviso, menor tempo de resposta a falhas e maior alinhamento com normas técnicas e regulatórias.
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